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Necessidade de Estratégia Empresarial


Num mercado cada vez mais competitivo, a necessidade de pensar em estratégia aumentou. É imprescindível investir mais tempo para traçar a estratégia que diferencie a organização. É devido à falta de estraégia que existem empresas que competem da mesma forma, com as mesmas ferramentas, numa concorrência destrutiva na qual todos tendem a eliminar os lucros.

A estratégia é uma necessidade para qualquer empresa e/ou organização, não importa o seu tamanho, pois o único modo de sobreviver é a diferenciação dos concorrentes.

Qualquer empresa sem estratégia corre riso de se transformar numa empresa que apenas se move de acordo com a concorrência.

Os vários motivos podem ser apresentados, a empresa economizaria tempo, dinheiro e esforço administrativo necessários para uma estratégia completa.

Na ausência de estratégia, não há regras para orientar a procura de novas oportunidades, tanto dentro como  fora da empresa.

Uma, a empresa sem estratégia esperará passivamente que surjam oportunidades, ou adotará uma técnica de procura completamente desorientada, a empresa não terá dispositivos formais para enfrentar situações de desconhecimento parcial. Não haverá padrão algum para julgar se uma dada oportunidade é incomum, ou se oportunidades muito melhores poderão surgir no futuro. Portanto, haverá o risco de aplicação prematura de recursos ou se deixará de utilizar integralmente os recursos disponíveis dentro de um exercício orçamental. Sem o benefício de uma avaliação periódica, a empresa não terá garantia alguma de que a sua alocação geral de recursos é eficiente e de que certas linhas de produtos e/ou serviços não se terão tornado obsoletas.

Um tipo de empresa que necessita de uma estratégia o mais completa possível é a organização inteiramente integrada que produz bens ou fornece serviços. Como as suas decisões em termos de produtos e mercados possuem longos períodos de gestação, ela necessita de orientação para atividades de pesquisa e desenvolvimento, e deve ter a capacidade de antecipar mudanças. Muitos dos seus investimentos são irreversíveis, pois destinam-se a pesquisa e desenvolvimento que não podem ser recuperados, e ativos físicos, cuja venda é difícil. Portanto, deve minimizar a probabilidade de tomar decisões erradas.

Necessidade de Estratégia Empresaria

“O que basta é: ser capaz de avaliar sua própria força, ter uma visão clara da situação do inimigo e obter apoio total dos seus homens. Aquele que não faz planos ou estratégias, e menospreza o inimigo, seguramente será capturado pelo oponente”. Sun Tzu

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Estratégia Empresarial


Estratégia é uma das palavras mais utilizadas na vida empresarial e encontra-se abundantemente presente quer na literatura da especialidade, quer nos textos mais comuns, mesmo de âmbito jornalístico. À primeira vista parece tratar-se de um conceito estabilizado, consensual e único, de tal modo que, na maior parte das vezes, se entende ser desnecessária a sua definição.

Contudo, um pouco de atenção ao sentido em que a palavra é usada permite, desde logo, perceber que não existe qualquer uniformidade, podendo o mesmo termo referir-se a situações muito diversas. Se para uma leitura apressada este facto não traz transtornos, para o estudante e mesmo para gestores que têm como função definir ou redefinir estratégias e implantá-las nas organização, a definição rigorosa do conceito que têm de operacionalizar é o primeiro passo para o êxito dos seus esforços.

Nos dias de hoje, com um mercado competitivo há uma grande necessidade de pensar em estratégia.

Estratégia é o que a empresa decide fazer e não fazer, considerando o ambiente, para concretizar a visão e atingir os objetivos, respeitando os princípios, visando cumprir a missão do negócio. Indicam as ações alternativas que poderão ser adotadas no sentido de facilitar o atendimento de um dado objetivo, os caminhos de ação a adotar. É necessário como falar em estratégias se não houver clareza de objetivos. Indicam linhas de comportamento, táticas e operações a adotar para a consecução de objetivos antecipadamente determinados.

 

“… o objetivo estratégico de uma empresa é obter um retorno sobre o seu capital; se em algum caso particular o retorno a longo prazo não for satisfatório, então a deficiência deverá ser corrigida, ou a atividade abandonada em troca de outra que ofereça perspetivas mais favoráveis”. Alfred P. Sloan Jr.

Estratégia Empresarial

 


A contribuição da Inteligência Competitiva para o Planeamento Estratégico


O planejamento estratégico pode ser considerado como um processo de avaliação das implicações futuras das decisões presentes, procurando reduzir a incerteza causada pelas mudanças no ambiente externo e interno da empresa. É comumente associado ao estabelecimento de metas e objetivos de longo prazo, e à formulação de políticas, estratégias e tomadas de decisão para os atingir.
Talvez seja por isso que Mintzberg e outros critiquem o processo de planeamento estratégico. “O planejamento estratégico tornou-se uma atividade burocrática, baseada em dados, de baixa inovação e originalidade das alternativas” [REEDER, Robert R.; BRIERTY, Edward G.; REEDER, Betty H. Industrial Marketing].
 Os gestores das empresas, por sua vez, estão a aprender que quando o planeamento está distanciado do mercado, utilizando dados de 2ª e 3ª mãos, “produz estratégias erróneas e de baixo impacto”.
Para minimizar esse tipo de crítica, a Inteligência Competitiva (IC) surge como um forte aliado aos praticantes do Planeamento Estratégico. A IC dá alma aos números, como um processo ético e sistemático por meio do qual a organização captura, analisa, protege e dissemina conhecimentos estratégicos sobre os ambientes competitivo, concorrencial e organizacional, de forma a apoiar a tomada de decisão estratégica no tempo adequado. De forma pragmática, a IC orienta as pessoas a procurarem fontes secundárias de informações ou fontes primárias fidedignas  (dentro dos limites estabelecidos da ética concorrencial) e a atribuírem graus de relevância às informações encontradas, evitando assim uma avalanche de dados sem sentido e impróprios para a tomada de decisões.
Em suma, os interessados em ampliar a eficácia da IC aplicada ao planeamento estratégico podem utilizar as seguintes lições:
  1. A IC supre o processo de planeamento estratégico com os elementos adequados para a formulação de alternativas: esta atividade sintetiza o conhecimento, revelando oportunidades e ameaças, imaginando e testando as defesas, os ataques e contra-ataques dos concorrentes sobre as decisões e ações tomadas pela empresa. IC apoia e reforça as atividades de planeamento estratégico, não o substitui;
  2. A gestão da rede de relacionamento (ou de atores-responsáveis / stakeholders) é fundamental: esta atividade requer a estimulação da equipa na fronteira com o ambiente concorrencial para registrar e aproveitar estes contactos com pessoas detentoras de informação relevante para o processo de planeamento estratégico;
  3. A síntese da situação competitiva vale o seu peso em ouro para o alto escalão: depois de filtrar o que é mais relevante para a tomada de decisão, esta atividade qualifica os dados e informações em categorias, elimina redundâncias, resolve inconsistências, confirma rumores e completa as lacunas.
O Planeamento Estratégico deve prender-se com o passado, o presente e o futuro da empresa.

O Planeamento Estratégico deve prender-se com o passado, o presente e o futuro da empresa.

 

A IC integrada ao Planeamento Estratégico gera insights e obtém informação “quente” para os tomadores de decisão. Desta maneira, torna o processo de Planeamento Estratégico mais robusto e colabora no entendimento do passado e na criação de opções críveis sobre o futuro.

Planeamento estratégico: A arte de antecipar as jogadas


Sem dúvida, a globalização da economia trouxe muitos benefícios. E também percalços. Se, por um lado, aumentou a concorrência e ampliou os negócios, por outro também criou maior integração –e também interdependência– de qualquer lugar com cada canto do planeta. Assim, o espirro de um banqueiro no Japão pode refletir-se negativamente nas contas da Argentina ou do Brasil. O risco de um banco americano, então, pode desencadear uma crise mundial.

Quando há turbulência, algumas empresas sofrem mais; outras, menos. As mais organizadas e preparadas –aquelas que se debruçam sobre o tabuleiro de xadrez e estudam cada uma de suas jogadas nos negócios– sentem menor impacto, pois investem em modelos administrativos que, diga-se, surgiram em grande número com a globalização económica. Alguns, muito complexos, chegaram a assustar os empresários. No entanto, algumas dessas ferramentas tornaram-se indispensáveis para quem quer se estabelecer ou permanecer no mercado.

Entre outros benefícios, o Planeamento Estratégico auxilia na criação de hábitos para constante vigilância sobre o cenário externo e mudanças ocorridas no ambiente interno da empresa. Assim, permite que se enfrentem eventuais crises e se identifiquem riscos com antecedência. É um processo de gestão de procura do conhecimento sobre a natureza e riscos empresariais inerentes ao negócio, das potencialidades dos mercados de atuação e da empresa, e de projeção do futuro e preparação para o enfrentar.

As 7 etapas para implantar um Plano Estratégico

1. Qual é o negócio da empresa? Peter Drucker,  aponta que uma das causas do fracasso é não definir bem o negócio. A tendência é enfatizar apenas o produto ou serviço. Esta é uma visão míope que limita as novas e vitais oportunidades.

2. Qual a Missão da empresa? A moldura do negócio permite a empresa visualizar oportunidades, identificar ameaças (concorrentes) e ter entendimento sobre o que fazer no seu contexto (missão). Segundo Peter Drucker, definir a missão da empresa é difícil, doloroso e arriscado. Mas só assim se estabelecem políticas, se desenvolvem estratégias e se concentram recursos.

3. Explicitar Princípios Para atingir os objetivos, é preciso desenvolver estratégias que devem ser orientadas segundo os Princípios, que traduzem os Valores mais importantes e fundamentais.

4. Obter informações estratégicas com análise dos ambientes interno e externo Quais oportunidades e ameaças existem, ou existirão, para uma empresa com uma missão X atuando em um negócio Y? Algumas empresas utilizam cenários económicos e setoriais prontos e disponíveis. Não é necessário investir nisso. Cabe ao empresário ou gestor ter a sensibilidade e paciência de estudá-los e chegar às suas conclusões. Com as informações do ambiente externo, a empresa deve-se focar no ambiente interno e perguntar: com tais oportunidades e ameaças, de quais forças eu disponho e que fraquezas possuo para desempenhar minha Missão?

5. Definir onde se quer chegar Com visão de futuro, considere as seguintes questões na Visão da empresa: é focada no futuro? É ágil? Altera-se perante novos desafios? Onde vai? Está assente em estratégia? Energiza a empresa? É aquilo que se deseja ser? É desafiadora?

6. Para concretizar a Visão e cumprir a Missão A empresa precisa de definir um conjunto harmonioso de objetivos. O Planeamento Estratégico tem como desafio construir o futuro. Por isso, deve-se escolher o que será construído. Esta escolha deve ter as seguintes características: ser desafiante, mas viável; ter prazo definido; ser mensurável; ser coerente.

7. Desenvolver estratégias para atingir os objetivos A Estratégia Competitiva é o que a empresa decide fazer e não fazer, considerando o Ambiente, para concretizar a Visão e atingir os Objetivos, respeitando os Princípios, visando cumprir a Missão no seu Negócio.

 

As principais fases de implantação de um Planeamento Estratégico são as seguintes:

  • Definir ou rever a Missão, Valores e Visão de Futuro da Organização
  • Levantar e compilar as necessidades das Partes Interessadas (acionistas/proprietários; clientes/mercado; fornecedores/parceiros; força de trabalho; comunidades/governos)
  • Analisar o Ambiente Externo e identificar Oportunidades e Ameaças
  • Analisar o Ambiente Interno e identificar Forças e Fraquezas
  • Levantar o Modelo de Negócio Atual
  • Validar as Diretrizes Estratégicas (Missão, Valores, Visão de Futuro, Modelo de Negócio e Necessidades das Partes Interessadas)
  • Elaborar a Matriz SWOT (Oportunidades e Ameaças X Forças e Fraquezas)
  • Elaborar o Mapa Estratégico (Objetivos e Fatores Críticos)
  • Definir as Iniciativas Estratégicas (Projetos e Planos de Ação)
  • Definir o Painel de Bordo (Indicadores Estratégicos e Metas de Curto e Longo Prazo)
  • Validar o Mapa Estratégico e o Painel de Bordo
  • Definir a Sistemática de Acompanhamento da Estratégia (Análise Crítica dos Resultados e da Implantação das Iniciativas Estratégicas)

 

DIAGNÓSTICO ESTRATÉGICO A análise SWOT serve para fazer o diagnóstico estratégico da empresa e objetiva avaliar, mediante reflexão aprofundada, quais as vantagens internas em relação às concorrentes (Strengths – Forças); as desvantagens internas (Weaknesses – Fraquezas); os aspectos positivos do entorno com potencial de elevar a vantagem competitiva (Opportunities – Oportunidades); e os aspectos negativos com potencial de comprometer a vantagem competitiva (Threats – Ameaças).

Para explicar a técnica SWOT, pode-se recorrer a uma frase de Sun Tzu publicada num dos seus livros: “Se conhecermos o inimigo (ambiente externo) e a nós mesmos (ambiente interno), não precisamos temer uma centena de combates”. A mensagem indica que a sobrevivência e o sucesso das empresas vão depender de um esforço permanente para monitorar a empresa interna e externamente.

A questão chave deste plano é a pró-atividade. É antecipar-se, pró-agir, agir antes. Quanto mais turbulento o ambiente, maior a necessidade de olhar de forma pró-ativa, de modo a identificar ameaças e especialmente as oportunidades que o ambiente nos oferece.


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