Tag Archives: Organização

Resiliência nas Organizações – Mudança e Aceitação


“Se você estiver a atravessar um inferno… não pare!”.
Winston Churchill

Caros Gestores de Pessoas e Negócios,

Mercados, Deficit, Troika, Capitalização, PPP’s – os portugueses devem ser os europeus com melhor vocabulário económico. É pena que não seja pelos melhores motivos.

Nesta epoca de mudanças, de transições, de gestão de “terra à vista”, existem Líderes e Organizações que tentam manter vivos os seus propósitos e princípios, que adaptam as suas propostas de valor aos requisitos e necessidades existentes, ao mesmo tempo que colocam o seu foco e radar na expansão para outros mercados – trabalhando assim para a sustentabilidade. Existem outras (Lideranças e Organizações) que enfrentam estes tempos com maior receio e rigidez, pois estão cercadas por um conjunto de factores que expõem de forma objectiva e às vezes brutal as oportunidades de melhoria (ou problemas) existentes quer na cultura, processos, competências e até mesmo no próprio registo de liderança.

Mas todos nós possuímos um núcleo, um conjunto de competências internas que são espelho da nossa condição humana e de superação. Também as empresas, como organismos dinâmicos e vivos, são possuidoras dessas competências de superação. A palavra-chave é Resiliência.

Nos Negócios é necessário uma mistura bastante cuidada de esperança e aceitação. O segredo está em manter a esperança no sucesso independentemente dos desafios e ao mesmo tempo, encarar os factos mais brutais da realidade, sejam eles quais forem.

A boa notícia é que todos os momentos de superação trazem, à posteriori, uma estabilidade e uma maturidade que fomentam o desenvolvimento da organização e da sua própria sustentabilidade. Os líderes e organizações têm a oportunidade de comprender quais são de facto as prioridades, quais as áreas a apostar e quais os projectos que não acrescentam valor ou que podem colocar em causa a sustentabilidade da organização. A nível cultural, as entropias e status quo indesejáveisnormalmente são desfeitos por estes tempos exigentes, pois de forma natural cria-se a consciência de que o alinhamento perante algo maior, o trabalho em equipa e a promoção dos colaboradores de simples executantes a empreeendedores internos torna-se uma vantagem competitiva que pode fazer a diferença.

Em que contextos se reflecte a Resiliência Empresarial?

As pessoas certas e só depois o caminho a seguir: O caminho a seguir é volátil e incerto. Com as pessoas certas é muito mais fácil gerir a mudança, existirá menor necessidade de constante motivação (as pessoas são Autoempreendedores na sua função e Autosustentáveis na sua Inspiração) e podemos confiar que mesmo nas alturas de maior pressão, estão aptas a dar o seu melhor e a perspectivar crises e problemas como oportunidades. Tudo independentemente do caminho…

Para que a empresa consiga suportar todas mudanças, instabilidades e desafios, deve-se focar em encontrar uma área nuclear que estará sempre ligada a um foco concentrado de energia. Esse foco é constituído pela sobreposição das áreas que nos apaixonam, daquilo em que podemos ser os melhores e quais as actividades onde podemos obter os melhores rendimentos.

Em que contextos se reflecte a Resiliência de Liderança?

Líderes resilientes são lideres que são rígidos com as regras e suaves com as pessoas. São líderes que possuem a humildade e a honestidade de apresentar o estado actual de forma objectiva (sem floreados ou ilusões mas também sem vitimizações ou desmoralização). Comunica os factos. Comunica a mesma mensagem de formas diferentes, tendo em conta o interlocutor que está à sua frente. Desenvolve um ambiente de confiança, onde o erro honesto é permitido, servindo de base para a aprendizagem e melhoria contínua. É resiliente pois defende que a autonomia e responsabilidade, quando devidamente suportadas, são uma forma de liberdade.

Mas para toda este foco e energia, o Líder deve possuir nele próprio a força, equilíbrio e dinamismo que exige aos outros e à organização. Deve dedicar parte do seu tempo à construção desse equilíbrio interior, para ter Consciência. O verdadeiro equilíbrio está algures entre a assertividade e a serenidade. Ambas são necessárias para podermos enfrentar estes desafios da forma mais empenhada possível.

Porque em muitos casos, a grandeza e o sucesso não se manifestam no que alcançamos. Mas sim no que Ultrapassamos.

Texto integral de Hugo Gonçalves (Executive Coach | Trainer | Consultor) na newsletter da Integrale Vision

Anúncios

Compreender Estratégia


Estratégia consiste em garantir que um negócio chega onde pretende numa determinada altura. Os gestores precisam de saber quais as boas estratégias e compreender como podem ser usadas para o futuro de uma equipa ou organização.

Quando se traça a estratégia de um negócio, está a criar-se um futuro que apenas poderá concretizar-se daqui a um, dois, três, cinco ou mais anos.

Nenhuma organização consegue manter-se parada, pois os custos associados à sua gestão aumentam de ano para ano: os preços das matérias-primas aumentam, os colaboradores ambicionam salários mais altos, as rendas sobem, etc. Mantendo-se parado… As vendas não aumentarão!

Serão necessárias mudanças substanciais, é altura de mudar a estratégia.

Planear a estratégia significa estabelecer o rumo e o alcance da empresa, bem como planear o modo de responder às necessidades dos clientes, stakeholders e shareholders, ao longo dos anos. Significa identificar os sinais que confirmam que está no rumo certo e a fazer progressos.

 



FOCO E METAS


Sem duvida alguma que todos já ouviram falar detas duas palavras “FOCO” E ” METAS”. Estas palavras têm que vir sempre em conjunto pois, se as metas são aquilo que pretendemos atingir, o foco é o caminho para lá chegar.

Sem foco nunca haverá uma meta cumprida. Vejamos por exemplo, os atletas, eles têm a meta a atingir, chegar ao fim primeiro que todos os outros, pois se o atleta não estiver devidamente focado neste objectivo, nunca lá chegará.

O mesmo acontece nas empresas, cada vez mais o trabalho por objectivos é instituido nas nossas organizações e, o único caminho para atingir os objectivos propostos (em geral muito ambiciosos) é estarmos focados no que fazemos, é fazê-lo com paixão, é “vestir a camisola” e dizer “Eu consigo!”, é dizer “Eu sou capaz!”.

Perante uma meta longa, um objectivo realmente ambicioso, devemos sempre traçar pequenos objectivos para nós próprios, devemos definir a meta do dia, para que seja sempre mais simples alcançar tudo o que desejamos.

O FOCO É ALGO FUNDAMENTAL PARA ATINGIR A META DESEJADA!


Inteligência Competitiva- Ciclo de IC


A Inteligência Competitiva pode ser entendida como o conjunto de ações sistematizadas de busca; que visa descobrir as forças que regem os negócios; de análise e de disseminação; das informações úteis aos tomadores de decisão das organizações e  proteger o conhecimento gerado.

É  um processo  proactivo, que conduz à melhor tomada de decisão, seja ela estratégica ou operacional.

O objectivo maior da Inteligência Competitiva é agregar valor à informação, visando o crescimento organizacional.

O processo informacional é composto pelas etapas de  prospecção, seleção e filtragem de informações estratégicas de dois fluxos informacionais: formais e informais. Formais ( colecta de dados)  e informais (tanto do macroambiente como do ambiente competitivo e interno da empresa), análise de forma filtrada, integrada e  disseminação.

Etapas para preparação de um Sistema de Inteligência Competitiva (Ciclo de Inteligência Competitiva):

1- Identificar as necessidades da Informação;

2- Recolher informações

3- Analisar as informações;

4- Disseminação das informações

5- Avaliação

O plano de uso destas informações significa colectar informações sobre o objectivo definido pela organização .Os produtos gerados apoiaram os níveis estratégicos da Organização, bem como diversos participantes e stakeholders.

No nível estratégico, o produto muda com a natureza do negócio, refere-se ao nível de execução da Organização.

A Inteligência Competitiva é um sistema  ético, porque nenhum sistema de inteligência competitiva se deve pautar em acções antiéticas, e não  ser assistemático, formalizado e interruptamente avaliado.

Deve-se identificar, recolher, analisar e examinar a informação estratégica para Organização  viabilizando o seu uso no processo decisório.  A preocupação não é em atestar o que aconteceu e sim, procurar auxiliar na identificação de mercados e tendências.


%d bloggers like this: