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Menos Palpite… Mais IC!


“Hoje, informação é commodity. Consome-se muita informação. Mas à análise, poucos têm acesso”, afirmou o diretor da Knowtec, Giancarlo Proença. Ele ensina como é possível gerir o caos do excesso de informação por meio da Inteligência Competitiva, fugir dos “palpiteiros” e alerta: “o facto é que, nesse exato momento, o seu concorrente pode estar a ler um relatório de Intelligence que fala da sua empresa. E você: está preparado para reagir à altura?”.

Para sustentar uma posição de vantagem competitiva na era do conhecimento, da hiper-concorrência e do excesso de informação, os profissionais precisam de desenvolver competências para explorar informações e convertê-las em Intelligence para apoiar o processo de tomada de decisão estratégica e tática da empresa. A fim de mitigar os riscos associados a tomada de decisão e de aumentar a performance da empresa, a Intellignece é um dos principais ativos estratégicos das organizações hoje.

A prática de Inteligência Competitiva é relativamente recente, pouco praticada ou ainda empregada de forma desestruturada. Desta forma, a estruturação da prática e a transformação de informações em Intelligence,  podem contribuir para a sustentação da vantagem competitiva da empresa.

A ideia é transformar as informações que a empresa recolhe, direcionada para os decisores, dentro das características que atendem especificamente às necessidades de cada um, com o objetivo de diminuir o risco associado à tomada de decisão executiva. Em suma, por meio de processos e ferramentas de Inteligência Competitiva, os decisores podem tomar decisões mais informadas, com menores riscos.

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Intelligence no Mundo Atual


Competitive Intelligence

A atividade de Intelligence é discutida, estudada e aplicada no mundo atual. Existe desde os tempos biblicos, quando Moisés enviou espiões para lhe trazer dados sobre o que poderia ser a “Terra Prometida”. É impossível também imaginar como é que os romanos manteriam o seu império, sem dados pertinentes e confiáveis. Também seria muito difícil para os exploradores portugueses sem os conhecimentos da Escola de Sagres.

Foi nas Guerras Mundiais que a Inteligência Competitiva se desenvoleu e afirmou, principalmente, na Segunda Guerra Mundial e durante a Guerra Fria.

A realidade é que o número de informações nas últimas duas décadas, cresceu mais que nos últimos cinco mil anos.

Nas últimas décadas, surgiram diferentes denominações, tais como: Business Intelligence, Inteligência Organizacional, Inteligência de Estado, Inteligência Militar, Inteligência de Mercado, Inteligência Empresarial, Inteligência Económica… No entanto, tudo é uma adaptação da atividade de Inteligência. Todas estas denominações visam um mesmo objetivo, a competitividade. Daí a Inteligência Competitiva.

A atividade de Intelligence é já um facto consumado. É um campo que cresce dia a dia com a necessidade de diminuir as incertezas e melhorar a projeção das organizações no futuro. Sem conhecimentos pernitentes e confiáveis, dificilmente será feito um planeamento estrategico que permita alcançar os objetivos estabelecidos.

O processo de globalização provocou significativas mudanças no relacionamento entre as organizações. Não há, provavelmente, mais lugar para métodos tradicionais que não evoluíram com a eficiência e eficácia exigida pela interligação das conjunturas interna e externa, promovendo ampla conectividade e partilha de dados, informações e conhecimentos.

Perante novas procuras sociais, económicas, políticas, tecnológicas e militares e de situações cada vez mais complexas, as empresas e organizações devem valer-se de profissionais competentes de Inteligência Competitiva e de novos métodos, técnicas e ferramentas que auxiliem a produção do conhecimento.

Há uma imensa “massa de informações” com a qual o profissional de Inteligência Competitiva tem que lidar no seu trabalho, seja na produção ou na proteção dos conhecimentos.

As Organizções precisam de saber contra o que se proteger, quais são as ameaças e o que fazer, quais são os controlos e medidas a serem empregadas. Para isso, é importante estabelecer diretrizes, normas e procedimentos compreensíveis e executáveis, baseados numa autoavaliação real e objetiva.

Todas as oportunidades devem ser aproveitadas para abordar assuntos relativos à segurança. As ameaças e os riscos devem ser abordados e a comunicação bilateral estimulada, pois como normalmente se diz, o facto do problema não ser do conhecimento de todos, não significa que não exista.

Assim, há a necessidade, antes de tudo, de executar um programa que eduque os integrantes de uma organização ou empresa. Que simplesmente não só sugira medidas de segurança, mas que mude a mentalidade da corporação, pois a segurança não depende apenas da tecnologia, mas talvez, muito mais das pessoas. Do comprometimento de todos. Para isso é imprescindível a seleção e o constante treino das pessoas. Mais do que nunca, hoje a segurança é um fator estratégico.

O segredo para resultados imediatos está na consciência e na educação, pois produzir um conhecimento de Intelligence e implementar medidas de segurança é uma questão de atitude.

 

 

 


Ciclo de Inteligência Competitiva


Ciclo de Inteligência Competitiva

A Identificação de Necessidades é o primeiro passo da Inteligência Competitiva, Aqui o analista expressa uma incerteza da organização que procura tomada de decisão. Esta incerteza é desdobrada em tópicos chave de inteligência e questões chave de inteligência, os chamados KIT’s (Key Intelligence Topics) e KIQ’s (Key Intelligence Questions), que ao serem respondidos vão montando o quebra-cabeça do problema.

A Recolha é a segunda etapa do processo que efetivamente reúne e organiza os conteúdos encontrados sobre o ambiente externo. As informações recolhidas são classificadas em relação aos KIT’s e KIQ’s, criando o conhecimento necessário para o início do processo de análise.

A terceira etapa é a análise, os profissionais de intelligence avaliam as informações, comparam, cruzam, detalham, encadeiam e aos poucos compreendem os impactos das mesmas em relação à incerteza estabelecida na etapa de Identificação de Necessidades. O resultado deste trabalho é o relatório de IC. Um documento, normalmente curto e focado, capaz de oferecer um panorama do determinado contexto acompanhado de um plano de recomendação.

A quarta etapa é Disseminação, é quando o conhecimento gerado ao longo do fluxo é levado aos tomadores de decisão. Reuniões, workshops, portais e até mesmo e-mails podem ser utilizados para a disseminação dos relatórios de recomendação de Inteligência Competitiva.

Por último, a Ação, onde a área de inteligência procura feedback do relatório gerado, utilizando esta informação para aprimorar seu processo, as suas técnicas de recolha, análise.


O Poder da Inteligência Competitiva


“Estratégia competitiva envolve o posicionamento de um negócio para maximizar o valor das capacidades que distinguem a organização dos concorrentes, isto é, um aspeto central da formulação estratégica é a análise percetiva do concorrente.” (Porter)

A Inteligência Competitiva pode ser entendida como o conjunto de acções sistematizadas de procura; de análise e de disseminação; das informações úteis aos tomadores de decisão das organizações e  proteger o conhecimento gerado.

É  um processo  proativo que conduz à melhor tomada de decisão, seja ela estratégica ou operacional.

O grande objetivo da Inteligência Competitiva é agregar valor à informação (tornando-a em conhecimento), procurando o crescimento organizacional.

 

Porquê Inteligência Competitiva?

A Inteligência Competitiva é, cada vez mais, importante nas Organizações uma vez que permite:

  • Evitar surpresas para a organização por meio de aviso prévio
  • Apoiar o processo de tomada de decisão.
  • Concorrente de avaliação e monitoramento.
  • Avaliações de inteligência para o planeamento e desenvolvimento da estratégia.
  • Análise como peça-chave da recolha e processo de comunicação

 

A Inteligência Competitiva permite:

  • Poupar Tempo e Dinheiro

A Inteligência Competitiva,  poupa dinheiro através da redução drástica do tempo necessário para encontrar a informação e no formato correto e na centralização do processamento de fontes primárias e secundárias e sua disponibilização num portal global.

  • Aumentar Responsabilidade das Decisões

A Inteligência Competitiva, reduz o tempo e o custo de angariar dados, oferecendo toda a informação relevante numa localização/contacto únicos. A responsabilidade é consistente em toda a organização.

  • Aumentar o Conhecimento do Mercado

A Inteligência Competitiva, melhora o conhecimento de todos os gestores oferecendo a informação correta na altura certa e no contexto certo.

  • Aumentar a Velocidade e Confiança no Processo de Decisão

A Inteligência Competitiva, fornece uma fonte única e validada de informação, melhorando a qualidade do trabalho ao longo da organização.

 

Inteligência Competitiva

 

 


Inteligência Competitiva – Um diferencial para o seu negócio


As organizações de um modo geral estão envolvidas na procura contínua pelas melhores práticas e oportunidades de negócio, ou seja, aqueles que lhe darão vantagem competitiva e maior lucratividade. Ao fazê-lo esperam obter uma expressiva participação de mercado e minimizar a ameaça representada pelos concorrentes.
A dificuldade das organizações em se valerem tanto das informações qualitativas quanto das quantitativas para construir o conhecimento tem sido uma das formas de fracasso na implementação da administração estratégica e a causa de falta de orientação nos negócios, desdobrando prejuízos pessoais, financeiros e materiais aos envolvidos no processo. A situação agrava-se quando as próprias organizações empresariais não sabem como procurar de forma segura e eficaz as informações subjetivas de domínio das pessoas, sejam elas integrantes da organização, clientes, parceiros e até mesmo competidores. Esse tipo de informação, constitui um recurso estratégico que pode sustentar processos de negociação bem sucedidos, favorecendo a vantagem competitiva diferenciada.
Os métodos de monitorização do ambiente externo e concorrencial de uma empresa podem ser denominados, de modo geral, de Inteligência Competitiva. Estes métodos consistem-se de processos informacionais através dos quais a empresa realiza a escuta “antecipativa” dos “sinais fracos” do seu ambiente com o objetivo criativo de descobrir oportunidades e de reduzir os riscos ligados à incerteza (Lesca, 1996).
 Num mundo onde a competição atual e a potencial são crescentes, em que os consumidores se tornaram cada vez mais exigentes, em que a informação flui de forma veloz e a baixo custo, em que as empresas se reinventam constantemente, em que fusões e aquisições são uma constante, em que o ciclo de vida dos produtos se encurta significativamente, e em que tais produtos se tornam cada vez mais commodities, uma área produtora de informações passa ser vital. (Gonzales 2001).
A Inteligência Competitiva começou a ser adotada pelas empresas no início dos anos 80, como uma resposta às novas exigências de um mercado globalizado e de acirrada concorrência. Ter um Sistema de Inteligência Competitiva é considerado estar à frente no desenvolvimento de programas de qualidade e produtividade. A produção orientada para as necessidades do consumidor não é suficiente para garantir sucesso de uma empresa. É preciso também monitorizar a concorrência e as novas tecnologias para que se possam identificar as ameaças e antecipar oportunidades que permitam uma posição competitiva favorável.
Cabe concluir que a Inteligência Competitiva constitui-se como um poderoso recurso para a tomada de decisão e formulação de estratégias, bem como na busca de vantagens competitivas sustentáveis e num melhor posicionamento da empresa no mercado. Através dela pode-se compreender as forças que atuam no mercado, a posição dos concorrentes, seus pontos fortes e fracos, oportunidades e ameaças. Tendo posse destas informações, a empresa pode traçar as suas estratégias, antecipando-se aos movimentos de mercado e consequentemente ganhando maior competitividade.
E sua empresa tem um processo de inteligência competitiva?

A sua Empresa tem Competitive Intelligence?


A Análise Competitiva da Organização tem qualidade?

O sucesso da empresa no mercado passa pelas atividades de Competitive Intelligence?

Abaixo há um conjunto de questões que permitirão avaliar a capacidade da empresa para recolher, processar, analisar e distribuir informações dentro de um processo de Competitive Intelligence.

Questões:

1
Temos um processo formal de Intelligence (obtenção, processamento, análise e distribuição de informações).
( )Sim ( )Não

2
Temos um bom conhecimento dos produtos e serviços oferecidos pelos concorrentes e como eles os dispõem e distribuem no mercado.
( )Sim ( )Não

3
Conhecemos os nossos concorrentes profundamente: as suas condições financeiras, os seus modelos de negócios, as suas fontes de receita e estrutura de custos.
( )Sim ( )Não

4
Temos um bom conhecimento das capacidades dos concorrentes – o que eles podem e não podem fazer.
( )Sim ( )Não

5
Conhecemos os objetivos e metas dos competidores e quais os mercados que são mais importantes para eles.
( )Sim ( )Não

6
Conhecemos, em detalhe, os planos e estratégias dos concorrentes, fornecedores e clientes.
( )Sim ( )Não

7
Conhecemos as técnicas de raciocínio dos dirigentes e principais executivos dos concorrentes, as suas perceções sobre o mercado e a indústria, o grau de risco que eles aceitam assumir, os objetivos prioritários dos negócios e as suas ambições pessoais.
( )Sim ( )Não

8
Sabemos como os principais concorrentes responderão a situações ou eventos críticos, baseados no conhecimento das suas competências e experiências e no como eles reagiram no passado.
( )Sim ( )Não

9
Regularmente simulamos, utilizando modelos de jogos de empresas, as nossas estratégias vesrsus as estratégias dos concorrentes; representamos a atuação dentro de diferentes cenários prospectivos para avaliar diversos acontecimentos e, então, ajustamos as estratégias e táticas.
( )Sim ( )Não

10
As atividades de Competitive Intelligence são vistas como sendo de suma importância para a tomada de decisões e influenciam significativamente a elaboração das estratégias e planos.
( )Sim ( )Não

11
A alta administração da empresa reconhece a importância das atividades de Competitive Intelligence através da adequada alocação de recursos humanos, materiais e financeiros.
( )Sim ( )Não

12

Estamos atentos a todas as tendências sociais, tecnológicas, de informação, do mercado etc. E conseguimos anteciparmo-nos à concorrência.

( ) Sim ( ) Não
Cada resposta “não” representa um ponto de fraqueza informacional da empresa.

Será desnecessário lembrar que a fraqueza informacional de uma organização, num ambiente competitivo onde o conhecimento representa poder, pode significar a derrota num mercado cada vez mais competitivo.

Competitive Strategy


Como utilizar as redes sociais para Market Intelligence


As redes sociais, que estão a transformar o mundo dos negócios, são uma excelente fonte de informação para a geração de Market Intelligence. Oferecem um potencial ímpar para as empresas monitorizarem o mercado, seguir o comportamento de clientes e acompanhar a concorrência.

Market Intelligence obtida a partir de serviços de redes sociais como Facebook, Twitter, YouTube, MySpace, Ning e LinkedIn, quando trabalhadas com as melhores técnicas, permitem a construção de estratégias e a implementação de acções de fortalecimento de marca, geração de volume de vendas e a fidelização de clientes. Além de originar informações para Competitive Intelligence, as redes sociais também se constituem em canais importantes para o próprio desenvolvimento das marcas, de vendas e de fidelização.

 

Competitive Intelligence

Market Intelligence


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