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Planeamento estratégico: A arte de antecipar as jogadas


Sem dúvida, a globalização da economia trouxe muitos benefícios. E também percalços. Se, por um lado, aumentou a concorrência e ampliou os negócios, por outro também criou maior integração –e também interdependência– de qualquer lugar com cada canto do planeta. Assim, o espirro de um banqueiro no Japão pode refletir-se negativamente nas contas da Argentina ou do Brasil. O risco de um banco americano, então, pode desencadear uma crise mundial.

Quando há turbulência, algumas empresas sofrem mais; outras, menos. As mais organizadas e preparadas –aquelas que se debruçam sobre o tabuleiro de xadrez e estudam cada uma de suas jogadas nos negócios– sentem menor impacto, pois investem em modelos administrativos que, diga-se, surgiram em grande número com a globalização económica. Alguns, muito complexos, chegaram a assustar os empresários. No entanto, algumas dessas ferramentas tornaram-se indispensáveis para quem quer se estabelecer ou permanecer no mercado.

Entre outros benefícios, o Planeamento Estratégico auxilia na criação de hábitos para constante vigilância sobre o cenário externo e mudanças ocorridas no ambiente interno da empresa. Assim, permite que se enfrentem eventuais crises e se identifiquem riscos com antecedência. É um processo de gestão de procura do conhecimento sobre a natureza e riscos empresariais inerentes ao negócio, das potencialidades dos mercados de atuação e da empresa, e de projeção do futuro e preparação para o enfrentar.

As 7 etapas para implantar um Plano Estratégico

1. Qual é o negócio da empresa? Peter Drucker,  aponta que uma das causas do fracasso é não definir bem o negócio. A tendência é enfatizar apenas o produto ou serviço. Esta é uma visão míope que limita as novas e vitais oportunidades.

2. Qual a Missão da empresa? A moldura do negócio permite a empresa visualizar oportunidades, identificar ameaças (concorrentes) e ter entendimento sobre o que fazer no seu contexto (missão). Segundo Peter Drucker, definir a missão da empresa é difícil, doloroso e arriscado. Mas só assim se estabelecem políticas, se desenvolvem estratégias e se concentram recursos.

3. Explicitar Princípios Para atingir os objetivos, é preciso desenvolver estratégias que devem ser orientadas segundo os Princípios, que traduzem os Valores mais importantes e fundamentais.

4. Obter informações estratégicas com análise dos ambientes interno e externo Quais oportunidades e ameaças existem, ou existirão, para uma empresa com uma missão X atuando em um negócio Y? Algumas empresas utilizam cenários económicos e setoriais prontos e disponíveis. Não é necessário investir nisso. Cabe ao empresário ou gestor ter a sensibilidade e paciência de estudá-los e chegar às suas conclusões. Com as informações do ambiente externo, a empresa deve-se focar no ambiente interno e perguntar: com tais oportunidades e ameaças, de quais forças eu disponho e que fraquezas possuo para desempenhar minha Missão?

5. Definir onde se quer chegar Com visão de futuro, considere as seguintes questões na Visão da empresa: é focada no futuro? É ágil? Altera-se perante novos desafios? Onde vai? Está assente em estratégia? Energiza a empresa? É aquilo que se deseja ser? É desafiadora?

6. Para concretizar a Visão e cumprir a Missão A empresa precisa de definir um conjunto harmonioso de objetivos. O Planeamento Estratégico tem como desafio construir o futuro. Por isso, deve-se escolher o que será construído. Esta escolha deve ter as seguintes características: ser desafiante, mas viável; ter prazo definido; ser mensurável; ser coerente.

7. Desenvolver estratégias para atingir os objetivos A Estratégia Competitiva é o que a empresa decide fazer e não fazer, considerando o Ambiente, para concretizar a Visão e atingir os Objetivos, respeitando os Princípios, visando cumprir a Missão no seu Negócio.

 

As principais fases de implantação de um Planeamento Estratégico são as seguintes:

  • Definir ou rever a Missão, Valores e Visão de Futuro da Organização
  • Levantar e compilar as necessidades das Partes Interessadas (acionistas/proprietários; clientes/mercado; fornecedores/parceiros; força de trabalho; comunidades/governos)
  • Analisar o Ambiente Externo e identificar Oportunidades e Ameaças
  • Analisar o Ambiente Interno e identificar Forças e Fraquezas
  • Levantar o Modelo de Negócio Atual
  • Validar as Diretrizes Estratégicas (Missão, Valores, Visão de Futuro, Modelo de Negócio e Necessidades das Partes Interessadas)
  • Elaborar a Matriz SWOT (Oportunidades e Ameaças X Forças e Fraquezas)
  • Elaborar o Mapa Estratégico (Objetivos e Fatores Críticos)
  • Definir as Iniciativas Estratégicas (Projetos e Planos de Ação)
  • Definir o Painel de Bordo (Indicadores Estratégicos e Metas de Curto e Longo Prazo)
  • Validar o Mapa Estratégico e o Painel de Bordo
  • Definir a Sistemática de Acompanhamento da Estratégia (Análise Crítica dos Resultados e da Implantação das Iniciativas Estratégicas)

 

DIAGNÓSTICO ESTRATÉGICO A análise SWOT serve para fazer o diagnóstico estratégico da empresa e objetiva avaliar, mediante reflexão aprofundada, quais as vantagens internas em relação às concorrentes (Strengths – Forças); as desvantagens internas (Weaknesses – Fraquezas); os aspectos positivos do entorno com potencial de elevar a vantagem competitiva (Opportunities – Oportunidades); e os aspectos negativos com potencial de comprometer a vantagem competitiva (Threats – Ameaças).

Para explicar a técnica SWOT, pode-se recorrer a uma frase de Sun Tzu publicada num dos seus livros: “Se conhecermos o inimigo (ambiente externo) e a nós mesmos (ambiente interno), não precisamos temer uma centena de combates”. A mensagem indica que a sobrevivência e o sucesso das empresas vão depender de um esforço permanente para monitorar a empresa interna e externamente.

A questão chave deste plano é a pró-atividade. É antecipar-se, pró-agir, agir antes. Quanto mais turbulento o ambiente, maior a necessidade de olhar de forma pró-ativa, de modo a identificar ameaças e especialmente as oportunidades que o ambiente nos oferece.

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O que as empresas (ou quem as dirige) devem saber…


Não há melhor frase para iniciar este artigo que uma das mais conhecidas de Peter Drucker “A melhor maneira de predizer o futuro é criá-lo”

Espero ajudar, com este a artigo, muitos gestores a criar o novo futuro das suas empresas.

Determinar objectivos e perseverar neles não é fácil, no entanto, é necessário não desviar do caminho.

Acreditar na empresa, acreditar no projecto, acreditar nas pessoas é fundamental para seguir em frente. Não basta ter objectivos… É preciso acreditar neles e agir!

Evitar o confronto directo com a concorrência é essencial (o que não invalida, estar atento). Porquê seguir as tendências do concorrente quando é bem melhor criar as tendências do mercado?!

Definir e perceber o diferencial competitivo relativamente à concorrência permitirá que os clientes percebam o porquê da empresa ser única. Para dar a compreender o que torna a empresa tão especial, é necessário conhecer a concorrência, os seus pontos fortes, pontos fracos, onde se destacam e onde são vulneráveis.

Os líderes devem estar sempre junto e em conjunto com os restantes colaboradores, motivando-os, dando-lhes confiança e imprimindo-lhes o perfil de vencedores. Uma empresa não se faz apenas com o CEO…

Perceber quando abandonar a zona de conforto e segurança é imprescindível  para poder ousar nos objectivos e acções.

As empresas que almejam progredir devem investir contínua e intensamente na capacitação e competência dos seus colaboradores.

Porque é que o Google é uma empresa de sonho para trabalhar? Simplesmente porque infunde um forte espírito de equipa, de colaboração e iniciativa dos colaboradores… É hora de adaptar os bons exemplos!

Por vezes, e de forma a estabilizar ou expandir os negócios são necessárias alianças e parcerias com outras organizações.

Empresas devem ser ágeis no lançamento de novos produtos ou serviços, na implantação de novas políticas, na reestruturação organizacional, no reposicionamento do mercado e na redefinição de objectivos.

INOVAR e CRIAR são as palavras-chave para não ficar para trás.

Mantenha a mente aberta….  É preciso saltar para fora da caixa!!!!!!!

“Convoquei uma reunião hoje com os meus directores sobre a crise e decidimos não participar dela”. – San Walton, fundador do Wal-Mart

Quando se quer é possível….

 

 

 

Sucesso empresarial


Olhar para o Futuro…


A estratégia tem duas dimensões: o que está a acontecer dentro da empresa e o que está a acontecer lá fora no mercado. Deverá compreender e analisar ambas, caso pretenda conceber uma estratégia bem sucedida.

Olhar para além do “agora” ajudará a evitar problemas futuros. As empresas atentas ganham vantagem sobre a concorrência.

A quem pertence a missão de zelar pelos riscos e oportunidades e avaliar os potenciais efeitos da nova concorrência ou de mudanças na já existentes?

– O profissional de Competitive Intelligence é muito importante para a Organização, por ajudar fornecer informações analisadas de forma integrada e tempestiva para que se possa tomar decisões mais seguras e em tempo real, garantindo, assim, a sobrevivência da empresa.

“A estratégia de ontem foi o que nos possibilitou sobreviver até agora, mas uma nova estratégia deve ser criada se quisermos garantir nossa sobrevivência no futuro. “
( Paul Levesque )


Compreender Estratégia


Estratégia consiste em garantir que um negócio chega onde pretende numa determinada altura. Os gestores precisam de saber quais as boas estratégias e compreender como podem ser usadas para o futuro de uma equipa ou organização.

Quando se traça a estratégia de um negócio, está a criar-se um futuro que apenas poderá concretizar-se daqui a um, dois, três, cinco ou mais anos.

Nenhuma organização consegue manter-se parada, pois os custos associados à sua gestão aumentam de ano para ano: os preços das matérias-primas aumentam, os colaboradores ambicionam salários mais altos, as rendas sobem, etc. Mantendo-se parado… As vendas não aumentarão!

Serão necessárias mudanças substanciais, é altura de mudar a estratégia.

Planear a estratégia significa estabelecer o rumo e o alcance da empresa, bem como planear o modo de responder às necessidades dos clientes, stakeholders e shareholders, ao longo dos anos. Significa identificar os sinais que confirmam que está no rumo certo e a fazer progressos.

 



Porquê Inteligência Competitiva?


Com as constantes mudanças em que vivemos e, caracterizadas pela hiper-informação e hiper-competição, é necessário adoptar estratégias que permitam a manutenção das vantagens competitivas sustentáveis.
É importante que as empresas e os seus gestores compreendam esta mutação e se queiram adaptar com produtos de maior qualidade, menor custo e cada vez mais personalizados e cada vez mais, ajustados às necessidades dos clientes.
Assim, exige-se que as empresas adoptem uma postura empreendedora e de inovação constante.
A estratégia apenas voltada para o consumidor também não basta para garantir as necessidades da empresa. É necessário estar atento ao ambiente externo (concorrência e novas tecnologias), desta forma, as empresas conseguem identificar ameaças e  antecipar oportunidades. Assim, conseguirão ser competitivas no mercado.
A Inteligência Competitiva, consegue assim ajudar as empresas:
  • Antecipando os movimentos do macro-ambiente, dos concorrentes e das novas tecnologias;
  • Evitando surpresas  através do aviso prévio;
  • Apoiando o processo de tomada de decisão reduzindo o risco do mesmo;
  • Permitindo a avaliação da concorrência e monitorização;
  • Avaliando a inteligência para o planeamento e desenvolvimento de estratégias;
  • Analisando, como peça-chave da recolha, o processo de comunicação.

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